Mostrar mensagens com a etiqueta aoi hitorigoto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta aoi hitorigoto. Mostrar todas as mensagens

AOI HITORIGOTO # 52 (10.2010)

# Version (Interpretação)
por, Kato Shigeaki


Nota: este artigo contem letras de músicas famosas, que para que toda a gente compreenda a razão de terem sido escritas pelo Shige, traduzi para PT.


Artigo em inglês, [info]spilledmilk25


Shige
Coffee Break (Yuu)
«People get ready,
there's a train a comin'
You don't need no baggage
you just get on board
All you need is faith
to hear the diesels hummin'
You don't need no ticket
you just thank the Lord»
«Pessoas preparam-se,
o comboio está a chegar
Não precisam de bagagens
entrem simplesmente a bordo
Tudo o que precisam é de fé
para ouvir o diesel a zumbir
Não precisam de bilhetes
agradeçam simplesmente o Senhor»

 

Ontem estava num restaurante de ramen a comer noodles salgados quando ouvi uma música de fundo no restaurante. Uma canção muito similar à minha canção favorita de Hanaregumi "People get ready" mas numa versão claramente ocidental. No caso de Hanaregumi, a letra era misturada com frases japonesas e as palavras inglesas eram pronunciadas de maneira diferente. Fiquei curioso e não consigui parar de pensar nisso, tive de deixar os noodles e ir para casa. Ao chegar, fui de imediato pesquisar a música "People get ready".


AOI HITORIGOTO # 53 (11.2010)

# MUDANÇA
por, Kato Shigeaki


Artigo em inglês, [info]spilledmilk25

Há pessoas que dizem com confiança: "Eu não mudei nada desde o secundário!" mas eu honestamente penso, que elas não deveriam dizer isso. "As pessoas mudam", é nisso que acredito, para mim mesmo e para os outros. Não me resumo somente a aspectos exteriores, a mudança inclui também a personalidade. Não importa o que aconteça, as pessoas mudam. Para melhor ou pior.

Falando sobre mim mesmo, a minha maneira de pensar e os meus gostos são agora completamente diferentes do que aqueles que tinha no secundário. Se puder dizer mais, o meu eu actual é diferente daquele que existia há um ano atrás. Apercebi-me disso ao ler velhos artigos meus.
Claro que há coisas que não mudaram mas comecei a gostar de coisas que costumava odiar e vice-versa. Mas não foi só isso, também houveram perspectivas fundamentais minhas que mudaram. Basicamente sempre odiei os meus eus anteriores, porque é sempre diferente do actual. Eu desgosto sempre do meu eu do passado, nem que só tenha passado uns meses.

Continuando a ser honesto, noto mais a diferença nas outras pessoas do que em mim mesmo. Como o rapaz mais relaxado do secundário se ter tornado um bom contabilista e o rapaz com as melhores notas do ensino básico se ter tornado um NEET (*é basicamente o que se chama no Japão, de uma pessoa que não faz nada na vida, e raramente sai de casa). E mais recentemente notei diferentes nos meus companheiros NEWS.


Nestes últimos tempos voltámos às nossas actividades musicais e depois de 1 ano e 8 meses estamos de novo numa sala de reuniões para organizar as nossas performances ao vivo. E esse tipo de reuniões são sempre muito nostálgicas. Honestamente, passou tanto tempo que eu me esqueci de como era subir ao palco. Esqueci-me do Kit Idol de Kato Shigeaki no Tokyo Seradome. Deixei-o de parte durante tanto tempo, que posso ter-me esquecido. O que posso fazer? Ok, desculpem-me pela digressão. Tivemos montes de tempo livre mas não tivemos muitas oportunidades para nos encontrar-mos, então estes novos encontros têm uma sensação refrescante. Enquanto lá estamos as nossas personalidades individuais saem cá para fora. Muito simplesmente, todos nós nos tornámos adultos. Existem muitas razões para o efeito mas sinto mais do que tudo, que todos superamos as nossas criancices. O aspecto, as acções, a maneira de falar, e muitos outros aspectos ficaram mais adultos.

Acho que todos vocês já podem ter ouvido falar mais parece que, usando uma linguagem mais cientifica, todas as personalidade dependem de um gene hereditário.
Foi comprovado que dois gémeos que cresceram em ambientes completamente diferentes podem ter bastantes pontos em comum (como as notas na escola, trabalho, interesse em carros, por exemplo). Por outras palavras, existem aspectos da nossa personalidade que são baseados em genes próprios e isso não se consegue mudar.

Além disso, existe outra teoria que diz que quando os humanos atingem a maturidade, param de mudar. Eu sei que esta deitou abaixo a minha primeira opinião por duas vezes, mas parece que é somente possível adicionar coisas à nossa personalidade. Por exemplo, pessoas impacientes serão sempre impacientes seja muito ou pouco, para o resto das suas vidas. De acordo com cada comportamento, é unicamente possível melhorar características. Então, por exemplo, uma pessoa que faz tudo muito rápido, pode tornar-se uma pessoa confiável e boa em negócios.
Por outras palavras, melhorar a nossa personalidade significa crescer. Até à idade madura teremos sempre um botão de flor dentro de nós, seja um girassol, uma rosa ou uma flor de cerejeira. O nosso trabalho é encontrar que tipo de flor queremos ser. Durante esse processo banhamo-nos em água e continuamos a mudar para pudermos vir a ser a flor que queríamos, para vermos se será uma muito grande ou muitas pequeninas.
Encontrar-me com o grupo depois de tanto tempo, comecei a ver diferentes botões de flor a sair.

Podemos mudar a nossa personalidade. Talvez seja impossível que um rapaz desajeitado aprenda num dia a compor-se, mas se ele aprender a melhor maneira para se expressar, um dia ele obterá sucesso, de certeza.
Nós podemos nos tornar no que quisermos. Ainda é cedo para desistir.

No entanto, já o disse uma vez. Acontece que a minha opinião já mudou em relação a aspectos de outros artigos, mas talvez no próximo ano... não, no próximo mês, eu já ter mudado de novo...
Desculpem mas pode ser que quando os concertos tiverem acabado eu fique irritado e diga: "Os membros são sempre, sempre as mesmas pestes! As pessoas não mudam mesmo!!"

...Desculpem por ser tão irresponsável.


----------

Senti que a comparação com as flores foi um pouco escusado, e já é do campo do banal...

Toda a gente uma vez na vida ouviu uma frase do género.

E no fundo por incrível que pareça este artigo não tem muitos pontos a realçar.

Aprendi sobre a temática de não se conseguir apagar uma característica, podendo somente melhora-la ou piora-la,

a primeira parte e a última fizeram-me lembrar de pensamentos que outrora me passam pela cabeça... simples assim. E é com toda essa simplicidade que cada vez que leio um artigo do Shige, sinto que ele é uma pessoa fantásticamente parecida comigo ♥

AOI HITORIGOTO # 50 (08.2010)

# ESFOMEADO
por, Kato Shigeaki


Artigo em inglês, [info]spilledmilk25

Eu não compreendo bem as coisas quando desejo algo ou quando não desejo nada. Sinto como se de repente começasse a ficar esfomeado por algo, começo a deseja-lo como se isso estivesse a flutuar a minha volta. Já que eu não consigo clarificar a imagem da coisa é realmente um incomodo porque não sei o que fazer para me satisfazer.

É por isso que gostava de ter uma fome provocada por um leve e incomum "apetite". Para pessoas que sofrem de fome e aproveitam qualquer coisa, podem conseguer enchar o estomago, acho eu. Anseio por esse tipo de cobiça mental.
Por falar nisso, estou bastante ciente que este é o ápice da irracionalidade e que não tenho espírito para deitar cá para fora toda a minha fortuna e dizer "De agora em diante serei pobre! Eu sobreviverei de algum modo!" e viver a vida com riscos. Ter este tipo de "espírito esfomeado" numa país rico como o Japão é difícil.

O charme de um espírito esfomeado é a clareza inconfundível dos objectivos que queremos preencher. Tornar um estômago vazio num cheio. Com fome eu não falo necessariamente de comida.
"Intelecto" ou "triunfo" ou "carreira", não importa pelo quê que estás a esfomear, se quiseres algo com muita força, tornas-te-às um espírito esfomeado. Se olharmos em frente se calhar chegaremos mais perto de o chamar de "sonho".
"Sonho = Fome" é uma afirmação extrema mas de qualquer das maneiras eu não me sinto esfomeado. Eu não me preocupo com esse tipo de fome, não tenho tempo para isso.

Talvez se deva ao facto de eu ser filho único ou do espaço onde fui criado mas eu nunca me queixei. Para isto, se eu não tivesse conseguido encher o meu desejo, desistiria facilmente de coisas ou de pessoas que eu queria, tive pequenas ocasiões em que dei o meu melhor. Claro que aprendi essa filosofia no trabalho, em que tens de tentar tudo sempre com o teu máximo esforço, então desde que comecei a trabalhar tenho dado o meu melhor. Mas ainda penso que até hoje, ainda não trabalhei desesperadamente para conseguir algo.
Se olhar para o ponto de viragem da minha vida, os testes da escola básica, a entrada no Jimusho, a estreia como News... Apercebi-me que sempre me deixei levar na corrente, não houveram esforços esfomeados da minha parte. Se tiver que definir "luxo", é isto que para mim quer dizer.

(Imagem metafórica postada por mim, para não ser só texto)

Então, recentemente estive a pensar. Estarei eu satisfeito? Não me queixo. Não estou esfomeado por nada então porque é que não estou satisfeito? Talvez seja porque estou cheio na minha alma. Talvez a minha alma é como uma loja barata de Soba, numa esquina, pode até, às vezes, servir hambúrgueres de luxo ou bifes de alta qualidade mas eu não sei quanto a isso, então vou comer sempre na mesma loja de Soba. Mas recentemente, não me sinto com vontade de ir ao mesmo sitio. Não quero mais estar numa situação em que nem consigo perceber se estou com fome ou não.

Até agora, nunca tive um espírito esfomeado mas de alguma maneira sinto-me esfomeado. Talvez seja bom à mesma. Desde que não morra à fome não haverá problema. Afinal de contas Soba não é assim tão mau. Mas Soba é tão fácil de digerir que talvez tenha andado a comer demais, sem me ter dado conta.

Agora, quero voltar a comer um verdadeiro hambúrguer ou bife, outra vez. Quero certificar-me mais uma vez do sabor que eu já não sei diferenciar. Por falar nisso, se comer-mos bifes, temos de ter em conta as calorias. Então temos de trabalhar arduamente. Primeiro que tudo, quero deixar-me ficar um pouco mais esfomeado. Quero esfomear e esfomear até o meu estomago estar completamente vazio, que é quando eu serei capaz de voltar a comer um bife, outra vez. Enquanto estiver a sofrer de fome por mim mesmo, tirarei o melhor dos proveitos.

Fome = Sonho. Se isto estiver correcto, tenho de começar a arquivar os meus sonhos. É um trabalho díficil. De qualquer das formas, há uma coisa que tenho de fazer primeiro. Não se pode lutar de estômago vazio. Uma fome espiritual é importante mas uma pessoa também tem que encher a fome física. Então, agora vai um bife real ... ihihih. Itadakimasu!


Apesar das brilhantes metáforas de Shige, à 1h da tarde que é agora, estou realmente com fome xD

Mais uma vez Shige não poupa nas metáforas à vida, e na maneira como as pessoas se habituam a viver facilmente e se esquecem de como sabe bem esforçar-mo-nos por algo verdadeiramente difícil.

Yuu~~

AOI HITORIGOTO # 49 (07.2010)


# GRÃOS (do original 'Beans' - que pode significar grãos ou feijão)
por, Kato Shigeaki


Artigo em inglês, [info]spilledmilk25

Os grãos que eu gosto são provavelmente somente dois. Os de soja e os de café.

Basicamente, "Acho que odeio grãos". Talvez já tenha escrito algo do género anteriormente mas quando tenho de dar a minha definição de 'coisas que odeio', falo sempre de coisas doces, a que dou sempre o exemplo de Anko. Completamente cheio de feijões. Atsuki, é o meu grande inimigo. No entanto, também existem outros grãos que eu penso "Acho que os odeio". Como por exemplo, favas e feijão verde. Ás vezes gosto deles mas muito basicamente "acho que os odeio". Não consigo explicar muito bem mas é tão simples quanto isto.

Ao contrário, existem alguns grãos, que dependem muito da maneira como são cozinhados. Soja. Por exemplo, a partir do molho de soja ou miso, obtemos comida como Natto ou Tofu, e esses são daqueles produtos que deviam fazer o Japão orgulhoso.
Se puser na mesa os ingredientes que mais compro, apareceram Miso, Natto e Tofu, e "eles são todos feitos a partir de soja!": Eu sinto-me como que a entrar profundamente no seu ser. Bem, talvez no final das contas, eu goste de uma forma incomum, soja fermentada (mas não é pelo feijão verde vir da soja que eu também gosto dele, eles constituem um dos meus "Acho que os odeio").

Por falar nisso, eu quero dizer algo sobre o meu outro tão adorado grão. Café. Café é um ingrediente esquisito ao qual não consigo evitar dizer "Oishi". Já escrevi sobre chá, anteriormente, mas não consigo compara-los de todo.
Até ao secundário, não conseguia beber café mas agora não consigo beber outra coisa senão café preto (* ou seja, sem misturas), eu estou actualmente no meio de um vício enorme por café. Existem poucas pessoas que acham que o café é bom na primeira vez que o provam, é o "café virgem". Mas depois sem que nos apercebamos, acabamos por nos tornar consumidores de café de uma forma completamente não-saudável. Acho que a condição de ser capaz de beber café preto é o símbolo de se ser adulto.

(Imagem postada por mim, para não ser só texto)

Em casa, faço a moagem de grãos de café com um moinho. O cheiro suave que os grãos libertam na minha sala de estar, tornou-se a mais perfeita representação da palavra "gostar".
Depois filtro-o com um filtro numa chávena, que aqueci previamente. Eu ponho os grãos esmagados no filtro e depois deito-lhe água a ferver. E só então, muito cuidadosamente tiro o conteúdo. Se ainda tiverem alguns grãos por dissolver, adiciono mais um pouco de água. No total são 3 minutos, e com isto consigo fazer um copo grande.

Devem haver pessoas que preferem café instantâneo mas a verdadeira razão pela qual me dou a todo aquele trabalho é porque quero beber bom café, porque é um pouco diferente. O gosto de pessoa é inquestionável mas eu só não quero beber café de má qualidade. Se o café não for preparado como deve ser, torna-se num produto de baixa qualidade. Café é uma bebida delicada, não é somente para criar boas aparências. Se me perguntarem que bebida detesto, responderei "Os últimos goles de um café já frio". Dizer uma coisa destas, pode crer parecer que "provavelmente odeio" café.

Mas com toda a certeza digo, que amo café mais do que qualquer outra coisa. Eu tendo a suspeitar de pessoas que não têm confiança suficiente para dizer com toda a sua convicção que amam café ou de pessoas que bebem outros tipos (de café), pergunto-me se elas gostam mesmo de o beber. A minha dúvida é se o nosso senso para dizer "bom" é o mesmo, ou não. Dizer uma coisa deste tipo pode dar a parecer que "provavelmente odeio" café. Mas não há engano quando digo "acho que adoro".

Se beber muito café forte de seguida, fico super acordado.
Café quentinho com todo o seu poder maravilhoso, faz os meus problemas ficarem com uma boa vibração.

Mais do que apaga-los, quero aproveitar-me deles (*dos problemas)

-Napoleon Bonaparte-

Neste momento estou a trabalhar nisto de beber café... não tinha intenção de fazer um trocadilho. Porque no dicionário "mame" é escrito como 忠実.*

Neste momento, estou sempre a trabalhar (em coisas) sobre grãos ...

[Do japonês "Boku wa ima, mame ni mame ni tsuite kaite iru" ]

Um trocadilho bem no fim...
"Acho que odeio" este tipo de coisas.


[* A palavra "mame" pode ser entendida como "grão" ou como "trabalhar arduamente", é um trocadilho]
------------------------------------------------

Super engraçado!! Mesmo ...

A parte do café virgem matou-me xD

Opaa, porque é que o Shige tem de ser tão adorável?! ;)

Coffee Addition? Hell yes!

AOI HITORIGOTO (Artigos de Shige) # 1

Fonte em inglês: [info]hadaka_johnnys

Este foi o primeiro artigo que Shige escreveu na revista Myojo, e que passou a ser algo mensal, quanto aos temas... podem ser sobre qualquer tipo de assunto. O primeiro tem como titulo:

#1
(07/2006) - "Porta"

A minha cidade natal é uma típica cidade de suburbios, a estação de comboios mais próxima tem o kanji "yama" nele [Nota: é muito comum em sítios Japoneses, quer ele dizer que a cidade natal dele é muito comum] e não há nada de espectacular nisso. Ela tem um considerável conjunto de cabeleireiros e salões de beleza modernos, com uma boa atmosfera. Então é de esperar que toda a gente seja estilosa e bonita, mas nesse aspecto a cidade deixa muito a desejar. Ao se sair do portão dos bilhetes [da estação de comboios], estende-se uma rua que tem um fruto como nome à tua esquerda, e o número de salões de beleza aumentam consideravelmente. Há um especial salão de beleza com uma janela de vidro cheia de estilo. Há uns anos atrás, finalmente, decidi ler as palavras que nela continham.

"Os clientes são Deuses!"



(Imagem postada por mim, para não ser só texto)

Estava a ir tarde para casa nesse dia, e por mero acaso reparei nas enormes palavras escritas numa placa branca espalhada no meio da loja. A pessoa que escreveu aquelas letras caóticas, cheias de personalidade, no placar, foi um velho senhor com o cabelo e bigode branco que pareceu ser o dono da loja. Estava a usar uma camisola branca com um colar por cima e umas calças de ganga... mas ainda assim, deu aquela impressão de 'bad boy'. E essa pessoa fez-me pensar que o tempo tinha parado na era Showa [1925-1989]. Em frente de tantas pessoas estilosas, ele não se irritou, não discutiu, continuou a falar muito amavelmente. Não pareceu com vontade de voltar a adicionar coisas no placar branco... Para mim, ele era cómico.
Mas, o que é que quer dizer, um placar branco num salão de beleza?
Normalmente, são escritos pelos jovens cabeleireiros aprendizes, que ficam a praticar até mais tarde, depois de fecharem a loja. E primeiro que tudo, toda a gente conhece o ditado popular por esta altura [ou seja, é um erro um pouco parvo], e não há necessidade de o escrever agora.
Não costumam confundir 神様 com 髪さま? [Nota: Ambas as palavras se dizem da mesma maneira - "kami-sama". A primeira quer dizer "Deus", mas escrita de outra maneira, a segunda quer dizer "cabelo-sama" (algo como 'O Chefe do cabelo' - alguém muito bom). Ou seja, resumindo mais um pouco, os aspirantes a cabeleireiro por serem jovens erraram no slogan da loja... Deveriam ter escrito da segunda maneira.]


Não consigo esquecer essas palavras, escritas em linha recta, mesmo agora. De certeza, que o dono daquela loja viveu com aquele lema do 'cliente como deus', até essas palavras serem enterradas na sua alma. Apesar disso, acho que a partir de certa altura, o dono percebeu que estava em risco de se esquecer que estava mal escrito, e então mais uma vez, aquelas mesmas palavras foram escritas... mas mesmo assim [apesar do terrível erro] não consigo aprovar o sermão que todos os dias aquelas pobres criaturas levavam à noite. Pela altura que voltei para casa, fiquei a recordar vezes sem conta o que se tinha passado, e cada vez que o fazia, alguma coisa estava a bater à porta interior da minha cabeça. Sem perceber o que estava para lá da porta, decidi tornar-me um estudante Universitário.

Queria contar a alguém sobre isto. Mas não o fiz. Mesmo que tenha agora, contado esta história muito seriamente, acaba sempre por se tornar uma piada, então quis guardar esta cena bem fundo na minha mente. E, recentemente, finalmente tive a sensação de que eu posso ouvir a voz de tudo o que está por trás daquela porta [a da sua cabeça].

Recentemente, existe uma espécie de pensamento a circular no Japão. E vi-me a concordar com ele: "Coincidências não existem"... Foi o que foi dito num programa de TV. Tudo está ligado com um propósito, existe sempre um significado. Mesmo que isso possa não ser o caso, é mais agradável se eu pensar assim. Talvez aquelas palavras no placar branco, não sejam direccionadas para os estilistas, talvez fosse uma mensagem para mim, para que eu visse que ainda há pessoas que dão aquele erro. Talvez isso fosse algo que bateu na minha porta interior, e que quisesse dizer : "Não existem coincidências neste mundo"...
...
Um amigo meu, que era da minha turma, teve de repetir o ano, então não pôde ver a nossa cerimonia de graduação... [No final daquilo tudo,] ele ficou sem amigos na turma, pois era novo nela, e ao mesmo tempo, foi deixado pela rapariga que gostava... [Para isso] talvez, haja uma explicação lógica, que ambos iremos compreender num futuro distante.

Tal como, o facto de vocês terem acabado de ler um artigo meu.

---------
[Este artigo estava superrrrr confuso, de modo a que com parentises tentei explicar o máximo que pude...]
O facto é que este artigo "is a mess"... sinceramente... não pude perceber muito disto... principalmente a conversa das coincidencias... O facto é que ao se escrever mal em inglês... ao traduzir em português não posso advinhar o que realmente ele queria dizer.
Acho que ele pensa demais... e saem estas coisas estranhas do seu cérebro... [Bem mais louco do que eu, e as minhas visões do mundo]

De qualquer forma... parece que os outros artigos não são assim tão confusos, esperemos que não.

Yuu~